domingo, 25 de outubro de 2026

E se as distopias não fossem tão distantes assim?


De Jogos Vorazes a 1984, a ficção talvez tenha mais a dizer
sobre nossas eleições do que imaginamos.


Eu gosto de distopias porque elas fazem a gente olhar para a sociedade de outro jeito. Mas, às vezes, fico pensando se precisamos imaginar um futuro terrível para perceber problemas que já existem no presente.


Em Jogos Vorazes, a Capital concentra a riqueza enquanto os distritos trabalham para sustentar o sistema. Em 1984, Orwell mostra como controlar a informação pode significar controlar a maneira como as pessoas enxergam o mundo. Já em Admirável Mundo Novo, o entretenimento ajuda a manter a sociedade acomodada.



O que essas histórias têm a ver com nossas eleições?


Olhe para as redes sociais: notícias falsas, discursos inflamados e brigas entre quem defende políticos diferentes. Enquanto discutimos quem está certo, problemas como salários, transporte, emprego e custo de vida continuam afetando a classe trabalhadora.


Isso não significa que todos os políticos sejam iguais ou que exista uma conspiração por trás de tudo. Significa que precisamos questionar quem se beneficia dessas discussões e, principalmente, quais problemas deixam de receber atenção.




Em Divergente e O Conto da Aia, também encontramos sociedades que limitam as pessoas por meio de estruturas de poder. A ficção exagera, provoca e nos faz pensar — justamente por isso, vale olhar para além da história.


Não quero dizer em quem você deve votar ou qual lado deve defender. Quero propor algo mais simples: questione todos os lados, inclusive aquele com o qual você concorda.


Afinal, de que adianta vencer uma discussão política na internet se os problemas reais continuam esperando por soluções?


Será que estamos escolhendo conscientemente o rumo da sociedade ou apenas reagindo ao que políticos e algoritmos colocam diante de nós?

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

[Resenha] Old Boy Vol. 1 (Cap. 1 ao 9)


Ficha técnica:

Manga: Old Boy
Volume: #1 de #8
Paginas: 189
Ano: 1996
Mangaka: Garon Tsuchiya
Editora: Comix


Já imaginou ser preso por 10 anos e não fazer a menor ideia do motivo?

É assim que começamos a história desse mangá. Nosso protagonista está saindo de uma prisão particular onde foi mantido longe da sociedade durante todo esse tempo, tendo apenas uma televisão como fonte de informação sobre o que acontecia ao redor do mundo. E, é claro, com esse “tempo livre”, acabou aproveitando para treinar o corpo com alguns exercícios.

Só que passar tanto tempo preso fez com que ele esquecesse quem era e, principalmente, o que poderia ter feito para acabar naquela situação. É algo completamente surreal, não acha?



Depois de sair, ele vai até um bar em busca de comida e uma gelada e acaba conhecendo uma garota que trabalha lá. Até aí tudo bem, mas ela simplesmente o convida para dormir na casa dela.

Em um primeiro momento eu achei essa garota bem suspeita. Afinal, quem iria convidar um completo estranho, que acabou de sair de uma prisão e ainda está cheio de ferimentos de luta, para sua casa? Antes que você diga que é assim que duas pessoas se conhecem e começam um relacionamento, o problema é que eles nem sabem o nome um do outro!



De qualquer maneira, a história vai girar em torno do mistério de descobrir quem colocou o protagonista na prisão e por quê. Como ele não lembra nem mesmo do próprio nome, acaba sendo chamado de Yamachita provisoriamente, até recuperar sua memória.

A garota que o levou para casa também vai acabar se envolvendo romanticamente com ele, mas não espere algo muito meloso. O romance é mais casual e ela também acaba ajudando Yamachita a descobrir o que aconteceu com ele.

Uma coisa que me chamou atenção é que talvez já saibamos quem foi o responsável por sua prisão. Em determinado momento vemos alguém pagando outras pessoas para mantê-lo preso durante os dez anos e continuar vigiando seus passos depois de sua saída, mas suas intenções ainda são um mistério.



No geral, a história é bem fluida e essa investigação consegue prender bastante a atenção. Achei que algumas coisas aconteceram rápido demais, mas acredito que isso faça parte do ritmo da obra.

Além do mistério e do romance, também será interessante acompanhar Yamachita tentando começar uma nova vida, arrumar um emprego, ganhar dinheiro e descobrir quem ele realmente era antes de passar dez anos preso.

Resumindo...

Esse é um mangá que me surpreendeu bastante. Peguei por indicação de um amigo e acho que essa aparência mais “antiga” pode afastar alguns leitores que não costumam dar chance para obras clássicas.

Mas pode deixar esse preconceito de lado. A história é envolvente e faz você imaginar como seria estar no lugar do protagonista: passar dez anos preso sem saber o motivo e sair sem nem lembrar quem você é.

Agora quero descobrir onde essa história vai chegar.



sexta-feira, 10 de junho de 2022

Enfim, Ms Marvel

Fala pessoal!

Finalmente Ms Marvel estreou no universo cinematográfico da Marvel e com uma bela estreia meus amigos.

Eu, acredito que muitos de vocês também estavam receosos da mudança da origem dos poderes da Kamala terem sido alteradas para ela não ser mais inumana, porém, isso foi o que menos importou no primeiro episodio, onde conseguimos ver ela em sua total essência e se por um acaso você ainda não a conhece, bora lá:
Kamala Khan, é uma garota paquistanesa morando em Nova Jersey com sua família, ela adora criar fan fic dos seus heróis favoritos (gente como a gente), principalmente da Capitã Marvel, onde teve sua maior inspiração para ser uma heroína. Basicamente, ela nos mostra o seu dia a dia não apenas salvando o dia, mas com seus dramas familiares e amorosos. 

Ps: o gene inumano já tinha sido introduzido na serie Agents of S.H.I.E.L.D, na sua 2ª temporada, porém, a Marvel optou por não expandir isso para os seus filmes ainda... 

Segue o trailer da serie que encontra-se disponível no Disney Plus, com novos episódios todas as quartas.
 

Me conta ai o que está achando da serie.

domingo, 28 de fevereiro de 2021

O QUE EU FIZ EM FEVEREIRO/2021?

Manga:


Beelzebub?

Dragon Ball

Promissed Neverland




Serie:


Wanda Vision

High School Musical

Runaways



Filmes:


Clouds



quinta-feira, 19 de novembro de 2020

[Resenha] Sakamichi no Apollon Vol.9 (Cap. 41 ao 405)


Ficha técnica:

Manga: Sakamichi no Apollon
Volume: #9
Paginas: 189
Ano: 2011
Mangaka: Yuri Kodama
Editora: Flowers Comics






Finalmente cheguei ao último volume!!!

As coisas acabaram se tornancdo bem intensas nos últimos capitulos, principalmente pela partida inesperada do Sentaro, isso deixou todos bem tristes, inclusive o seu pai que ele achava não gostar dele - agora imagina o Kaouro e a Ritsuko?

O Kaoro vai estar desesperado procurando seu melhor amigo, principalmente quando ele descobre o real motivo dele ter fugido. O Sentaro está se sentindo culpado pelo acidente da sua irmã, porém, isso acabou acontecendo por uma certa chantagem que ela fez pra andar de moto com ele - e as consequencias acabaram nem sendo tão graves assim.


Por outro lado, o Sentaro não sabe disso, acha que a garota está em coma e a culpa é simplesmente dele e todos o odeiam, mas some isso ao fato dele sempre achar que não pertecem aquela familia, foi o impulso que ele precisava para sair de casa. Eu sei que isso pode soar duro, porém, ainda descobrimos coisas mais pesadas sobre o passado dele com o padre da igreja que ele frequentava.

Isso tudo vai acabar interferindo no relacionamento do Kaoro com a Ritsuko, eu não entendi bem o que ele quis fazer ao se distanciar dela, porque ele não tinha motivos pra isso, os dois estavam apaixonados e poderiam acabar se consolando um com o outro, entretanto, ele simplesmente corta ela da sua vida - foi um idiota.


Nessa parte a historia tem alguns avanços no tempo, com a formatura da escola e o ingresso deles na faculdade, mas iremos ver apenas pela visão do Kaoro.

Ele acabou indo estudar medicina em Toquio, como sua familia queria, fez novos "amigos" e, em um primeiro momento acaba sendo uma pessoa totalmente diferente, não apenas pelas suas companhias, "os caras das festas", como tentar constantemente esquecer o Sentaro, risca-lo da sua vida - algo impossivel.


Principalmente quando ele toca jazz novamente, isso é basicamente onde ele cai na real e volta a ser o Kaoro meio que o de antes. Ele entra pro clube de jazz da faculdade, começa a trocar cartas com a Ritsuko que está cursando pedagogia em uma universidade local, e se vê trabalhando em um bar como pianista - ah, ele também mantem um relacionamente bem proximo da sua mãe.

Porém, ele acaba percebendo que ele não toca mais como antes, não por estar enferrujado, não mesmo, mas por faltar algo/alguém, isso fica bem explicito quando ele encontra o Junichi - lembra que ele fugiu pra Toquio, com a Yurica? Então, os dois acabam tendo uma jazz sesion, o que vai ser bem nostagico.


Ah, nesse meio tempo, ele acabou parando de ser tão cabeça dura e começou a procurar pelo Sentaro, uma vez que Toquio seria o melhor local para ele ter ido "trabalhar" como musico. Eu não sei bem o que falar a partir daqui...

É um pouco complicado porque temos mais uns avanços na historia e acabamos finalmente descobrindo o que aconteceu com o Sentaro, não o que ele fez nesse tempo, o que é bem frustrante, mas onde ele tá e o que tá fazendo... Assim como o desfecho dos personagens secundarios.


Resumindo...

"Esse com toda certeza foi um dos melhores mangas que eu já li, serio, ele já está na minha lista de favoritos. Eu adorei como a historia se desenrolou e me surpreendia em varios momentos, um exemplo claro é esse final. Mas também a amizade do Kaoro e do Sentaro também foi muito bem desenvolvida e achei genial o modo como eles sempre conversavam atráves da música para fazerem as pazes ou entender que o outro não estava bem - depois disso você vai querer ter um melhor amigo como o Sentaro, eu quero."
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